E como procurar
casa num lugar onde não se conhece ninguém? Este foi o maior desafio nos
primeiros turnos dentro dos muros de Évora. Foi uma busca incessante por um
teto que nos tirasse do albergue hostel, não porque fosse ruim lá, mas
pela procura de uma sensação de conforto e estabilidade. E procura se deu de
diversas formas: Associação dos Estudantes, classificados no jornal, anúncios
na internet, números de telefone deixados à porta de estabelecimentos
comerciais e, sobretudo com as pessoas que íamos conhecendo, principalmente
brasileiros. Sobre isso vale a pena
dizer que já no quarto dia o cansaço desta procura sobreveio a nós e diante as
dificuldades impostas já víamos a possibilidade de alugar arrendar
locais separados para aquele sonho multiplicado em quatro e cada ter que
encontrar seu canto separadamente... Contudo, em meio a este clima de certo
desânimo, foi nossa gente brasileira que deu pistas seguras a fim de atingirmos
nosso objetivo e assim no quinto dia já tínhamos duas propostas para decidirmos.
Escolhemos aquela que de certa forma nos aprazia em nossos desejos.
E os nossos
desejos, embora partilhados, conjugaram-se através de crenças quase distintas, foram
quatro mundos vivendo numa panela de pressão buscando ao máximo equilíbrio e
harmonia para que essa mistura esteja sempre próxima do ideal evitando que haja
perigo de que ela explosão. Nesse políssono de desejos em um só, mudamos nos
carregando e carregando nossas malas para o lugar que se tornaria nossa morada
tão distante do nosso lar.
Postado por: Raffael
Barbosa

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