É mais ou menos assim... foi
um pensamento que multiplicou-se por quatro, uma vontade que se propagou pelos
sentidos e das terras da Princesa do Sertão planejamos viajar até Évora: terras
do antigo Rei de Portugal D. Henrique. E do mesmo modo que o pensamento
multiplicou-se por quatro, a transformação dele em ato dividiu-se naqueles
quatro que puseram um sonho a caminho (os passos que se deram até o embarque
ainda ficarão velados), e numa madrugada em que Momo ordenava a folia na Cidade
da Bahia saímos em direção ao solo lusitano.
E no início foi o avião,
entre cochilos e despertares, a sensação de partida presente no olhar de cada
um de nós. Pousamos em Madrid e o primeiro sentido a ser despertado foi o tato,
os nove graus deram um primeiro choque de realidade: Europa. Já do aeroporto
ficamos extasiados com aquela paisagem monumental. Sobrevoando o Tejo seguimos
para Lisboa e novamente na capital lusitana a realidade começou a sobrevir em
nossas mentes. Carregando as malas pela cidade, pegando o ônibus
autocarro até a estação de trem comboio e partimos ao nosso destino
final: as terras eborenses.
E depois veio a viagem de trem
comboio, depois de certa dificuldade em arrumar as malas saímos da Estação do
Oriente cruzando os trilhos na capital lusitana com os olhos a vislumbrar as
geometrias da cidade até que em cima do Rio Tejo nos deparamos com aquele
pôr-do-sol que nos deixou sem ar, embasbacados, e aquele fim de tarde foi um
presente para o nosso início de estadia em Évora.
E enfim chegamos a Évora,
já era noite e não sabíamos que caminho tomar e sobreveio mais uma das
realidades: estrangeiros perdidos num mundo muito estranho. Depois da ideia de
sair andando com as malas até o albergue ter ido por água abaixo (as pedras das
ruas e calçadas de Évora não foram feitas para rodinhas de malas), com ajuda de
um nativo, chamamos um táxi táxi é táxi mesmo e nos acomodamos no hostel
reservado.
Postado por: Raffael Barbosa

